Pergunta frequente de gestores de patrimônio e contadores públicos. A resposta abaixo resume o tema; o guia completo está na Comunidade PatriiD.
Pergunta frequente de gestores de patrimônio e contadores públicos. A resposta abaixo resume o tema; o guia completo está na Comunidade PatriiD.
O Custo de Reposição Depreciado (CRD) deve ser utilizado para estimar o valor de uso de um ativo durante a realização de um teste de impairment (redução ao valor recuperável) sempre que se tratar de ativos não geradores de caixa. Essa diretriz é determinada pela norma NBC TSP 09
A obrigatoriedade de usar esse método ocorre porque a maior parte do patrimônio público, a exemplo de unidades hospitalares, escolas e ativos de infraestrutura (como rodovias e redes de saneamento), tem como propósito fundamental gerar potencial de serviços para a sociedade, e não fluxos de caixa financeiros. Como esses bens não geram receitas futuras, é impossível aplicar a técnica tradicional do setor privado, que consiste em aplicar uma taxa de desconto sobre os fluxos de caixa esperados para se encontrar o valor de uso
Diante dessa impossibilidade, a norma estabelece que o Custo de Reposição Depreciado seja utilizado como a representação (proxy) confiável para o valor de uso. Na prática, calcula-se o montante que seria exigido para construir hoje um ativo com igual capacidade de serviço, empregando tecnologia e materiais atuais, e desconta-se a depreciação acumulada para que o valor reflita o real estado de conservação e o desgaste do bem existente
Essa é a abordagem central e, muitas vezes, a única viável para edificações públicas especializadas e ativos de infraestrutura, visto que não existe um mercado secundário ativo para rodovias, pontes ou usinas de tratamento que permita o uso de métodos comparativos diretos
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📘 Guia: notas técnicas MCASP — conteúdo completo na Comunidade PatriiD: https://comunidade.patri.id/t/guia-patriid-notas-tecnicas-mcasp-capitalizacao-componentes-impairment/41