Como depreciar por componentes os ativos de infraestrutura rodoviária?

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Pergunta frequente de gestores de patrimônio e contadores públicos. A resposta abaixo resume o tema; o guia completo está na Comunidade PatriiD.

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Para os ativos de infraestrutura, como as rodovias, a depreciação por componentes é uma prática obrigatória e não opcional, conforme determinam a norma NBC TSP 07 e o MCASP. Isso ocorre porque os ciclos de vida e os ritmos de desgaste de cada parte da rodovia são radicalmente distintos, sendo a deterioração fortemente orientada pelo uso intenso (tráfego de veículos) e pela manutenção

O processo funciona desmembrando o custo total da obra em partes significativas, que são depreciadas separadamente:

  • Faixas de domínio (terrenos): Possuem vida útil indefinida e não são depreciadas
  • Terraplenagem e subleito: Representam de 20% a 30% do custo e possuem a maior durabilidade (50 a 80 anos), com a depreciação baseada no tempo e no uso
  • Base e sub-base granular: Representam de 15% a 20% do custo, com vida útil estimada entre 15 e 20 anos, desgastando-se de acordo com o tráfego de veículos pesados
  • Revestimento asfáltico (CBUQ): Corresponde a 20% a 30% do custo total da rodovia, mas possui uma vida útil bastante curta, de apenas 8 a 12 anos, sofrendo alto impacto do clima e do uso
  • Drenagem e obras de arte: Obras correntes (como bueiros e valetas) e sistemas de drenagem duram de 20 a 50 anos, enquanto obras de arte especiais (como pontes e viadutos, que representam 10% a 20% do custo) podem durar de 50 a 80 anos
  • Acessórios: A sinalização horizontal e vertical é o componente que mais rapidamente se esgota (3 a 7 anos), enquanto a iluminação viária dura em média 15 a 20 anos

📘 Guia: notas técnicas MCASP — conteúdo completo na Comunidade PatriiD: https://comunidade.patri.id/t/guia-patriid-notas-tecnicas-mcasp-capitalizacao-componentes-impairment/41

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